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Gabrielli diz a Moro que não era possível identificar corrupção na Petrobras

Publicado em 14/02/2017 Editoria: Geral Imprimir


O ex-presidente da Petrobras, Sérgio Gabrielli, disse em depoimento ao juiz da 13ª Vara Federal em Curitiba, Sérgio Moro, que apesar de considerar rígido o sistema de controle interno e externo da estatal, não foi possível identificar os malfeitos que foram descobertos posteriormente no âmbito da Operação Lava-Jato.

— Nem Polícia Federal, nem auditoria interna e externa, nem ouvidoria teve conhecimento do volume de informações que aparecem depois das investigações da Lava-Jato. Na época contemporânea aos fatos, não era possível identificar esses comportamentos — afirmou o dirigente petista, que prestou depoimento na condição de testemunha de defesa do ex-presidente Lula.

Gabrielli disse nunca ter conversado com o ex-presidente Lula sobre eventuais desvios de comportamento na estatal, mas apenas sobre temas como “o plano estratégico da Petrobras”, sua importância para o “desenvolvimento das riquezas do Brasil” e o desenvolvimento de novas tecnologias.

— Nunca tivemos conversa sobre a utilização de recursos escusos com as atividades da Petrobras, ao contrário, o objetivo era ter a melhor gestão possível para atingir os objetivos estratégicos definidos pelo Conselho de Administração — afirmou.

O dirigente admitiu, no entanto, que havia influência política no processo de escolha de diretores da Petrobras, desde o ano de sua fundação.

› FONTE: Globo.com